O fim. (1/9/26)
A culpa. (1/9/26)
Dizer que a culpa dessa merda toda é do consumidor é uma tremenda estupidez, é como jogar chocolate ao seu cachorro e ficar bravo que ele comeu. A política sempre foi fortemente influênciada por empresas de grande porte, e conforme elas cresciam, mais elas influênciavam. São elas que realizavam pesquisas para descobrir os impactos de suas ações, são elas que fizeram lobby para enfraquecer a legislação vigente e são elas que vão continuar a fazer isso. Não há porque chorar por leite derramado, pois esse esteve sendo derramado há anos. A culpa é de quem sabia, podia e decidiu fazer errado.
Mudança. (1/9/26)
A escala do problema é inconcebível. Sempre existe mais. Não existe razão para tentar elucidar isso aqui, já que esse exercício mental é interminável, porém nós podemos fazer algo. Conhecimento é a maior ferramenta disponível para aquele que deseja efetuar alguma mudança, pois com esse você é capaz de direcionar de forma eficaz e intelligente, por menor que sejam, seus esforços. A lógica é simples, o que posso fazer ou deixar de fazer, preservando ao máximo a própria integridade física e intelectual, que irá prejudicar os malfeitores e beneficiar os "good guys". Alguns conceitos chaves:
- Desobediência Civil
- Empatia
- Sacrifício
- Curiosidade
- Contemplação
Aceitação. (1/9/26)
Pensar sobre o tremendo sofrimento que nós causamos aos outros seres vivos é extremamente frustrante. A nossa existência, especialmente se essa for privilegiada com uma condição financeira avantagada, é pautada na exploração dos outros. Por mais continue válido a ideia da culpa, isso não significa que somos isentos, pois ao tomar consciência naquilo, assim como nos sonhos, nós temos a capacidade, e de certa forma a obrigação, de fazer algo. Mas o cerne da ideia é o seguinte: todos nós iremos morrer; todos que vieram antes de nós morreram - bilhoes de pessoas e trilhões de animais - não devemos temer isso, pois fomos privilegiados com a existência (reconheco que a palavra privilegiado pode ser de tremenda falta de empatia ou consideração). Não há o que fazer em relação à vida a não ser viver, mas procure viver pelos próprios meios, ao invés daqueles fornecidos pelos sistemas ideológicos vigentes, pois esses não irão permitir ao ser humano existir e se sentir bem/contente sem que esse sirva de algo.
Política. (1/9/26)
Essa seção poderia ser incluida na mudança, mas ela é de tremenda importância, e por isso recebe sua própria. Ninguém é capaz de fazer tudo sozinho, isso é óbvio. Um coletivo. Um grupo. Poder em números. Ao participar ativamente da política, não por um partido ou uma ideologia enrigecida, mas por uma genuina vontade de contruibir para a justiça, para o bem estar de seres vivos, entre muitas outras coisas, o ser deixa de ser uma peça a ser movida por uma mão invisível e passa a ser um ator independente e pensante capaz de influênciar os outros; todos passam a ser políticos. O humano é um ser político, conforme ele deixa de participar dessa, torna-se necessário se questionar se esse deixou de ser político ou deixou de ser.